Teresa Ramarajara

Nunca maltrate sua mãe

 

A gente só entende algumas dores
depois que já machucou quem mais nos amava.

Nem sempre foi intenção.
Às vezes foi pressa.
Às vezes silêncio.
Às vezes palavras ditas sem consciência.

Nossa mãe foi o primeiro vínculo.
Antes de qualquer mundo,
antes de qualquer aprovação,
antes de qualquer conquista.

As marcas que ela carrega no rosto
não são só do tempo.
São de noites sem dormir,
medos calados,
orações feitas por alguém que talvez nunca soube.

A forma como você se relaciona com ela
ecoou — e ainda ecoa —
em como você ama, foge, se fecha
ou se permite sentir.

Perdoar não é negar a dor.
É escolher não carregar o peso dela para sempre.
Não é sobre esquecer.
É sobre libertar.

Honrar quem te deu a vida
não é concordar com tudo.
É reconhecer a origem
e, a partir disso, curar o caminho.

🧠💭 quem cura a relação com a mãe
muda a forma como se relaciona com o mundo.

 

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